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No Brasil a mão que produz é a mesma que preserva o meio ambiente

Realização:
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil Embrapa
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Recomposição com semeadura direta confirma resultados positivos para o Cerrado

Cerrado, semeadura; projeto biomas; cerrado
Recomposição com semeadura direta confirma resultados positivos para o Cerrado

A técnica de restauração florestal por semeadura direta possui alta eficácia e baixo custo. Ela consiste na mistura de sementes de espécies nativas específicas de cada bioma e fitofisionomia juntamente com espécies de recobrimento, muitas vezes de adubação verde em plantios manuais, semimecanizados ou mecanizados.

Apesar desses benefícios, essa técnica ainda não tem sido utilizada em larga escala nos programas de recomposição no Brasil. Entre os motivos, podemos destacar o fato de que ela é menos conhecida entre produtores rurais e técnicos, além de ter pouco apoio científico.

Desde novembro de 2012, o projeto Biomas realiza experimentos para a recomposição e uso econômico de espécies nativas em Área de Preservação Permanente (APP) e Área de Reserva Legal (ARL) na área experimental da Fazenda Entre Rios, localizada no Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF).

Com essa ação, espera-se contribuir com resultados de emergência, sobrevivência, crescimento e regeneração natural de espécies nativas para uso nos Programas de Regularização Ambiental (PRA) dos estados que apresentam o bioma Cerrado, principalmente o Distrito Federal.

A pesquisadora e professora da Universidade de Brasília (UnB), Maria Cristina de Oliveira, está coletando dados de seis anos e seis meses do plantio de espécies arbóreas via semeadura direta.

Alguns resultados já podem ser observados, como a sobrevivência das mudas emergentes da cagaiteira maior que 90%, apesar do pouco desenvolvimento em altura.

Outro ponto relevante é que alguns indivíduos de aroeira cresceram mais de 7 metros, enquanto o barueiro e o jatobazeiro  apresentaram indivíduos maiores que 5 metros, todos observados com presença de floração e frutificação.

A confirmação que o crescimento em altura das espécies plantadas via semeadura direta tem crescimento similar àquelas plantadas através de mudas também foi um resultado de destaque.

Por fim, como existem áreas naturais próximas a área em restauração e as espécies de atração para a fauna como a lobeira já se desenvolveram, foram observadas mais de dez espécies que não foram plantadas oriundas da regeneração natural. Dentre elas, podemos destacar a macaúba (foto 3), pimenta-de-macaco e assa-peixe.

Esses resultados são muito animadores, pois decorrem de uma técnica relativamente barata de recomposição, de 4 a 5 mil reais por hectare, dependendo principalmente do equipamento usado na semeadura e da dificuldade de obtenção das sementes das espécies nativas utilizadas.

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