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No Brasil a mão que produz é a mesma que preserva o meio ambiente

Realização:
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil Embrapa
"> // 11/06/2019

CNA e Embrapa realizam dia de campo e apresentam resultados do Projeto Biomas no Cerrado

Cerrado

Brasília (10/06/2019) – O Dia de Campo do Projeto Biomas apresentou o andamento das pesquisas sobre o uso de árvores na propriedade rural para diversificar ganhos econômicos e ambientais no Cerrado. O evento foi realizado pela CNA e pela Embrapa na sexta (7), na área experimental do projeto, na Fazenda Entre Rios, na região do Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD-DF).


Os participantes do Dia de Campo conheceram três estações experimentais que mostram a inserção da árvore na propriedade rural, a adequação ambiental e estratégias de plantios para a composição da vegetação nativa.

A propriedade tem mais de 20 pesquisas desenvolvidas em 70 hectares, representando 23% da área total da fazenda, mostrando que é possível recuperar vegetação original por meio da introdução de árvores nativas e exóticas.


Cláudia Mendes, coordenadora executiva do Projeto Biomas na CNA
Cláudia Mendes, coordenadora executiva do Projeto Biomas na CNA

“O Projeto Biomas está debatendo junto aos órgãos estaduais de meio ambiente a elaboração de um modelo de Programa de Regularização Ambiental simplificado para que o produtor rural tenha condições de fazer as adequações ambientais apresentando alternativas que possibilitem o retorno econômico”, destacou Cláudia Mendes, coordenadora executiva do Projeto Biomas na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).


O coordenador do Biomas Cerrado e pesquisador da Embrapa Cerrados, Felipe Ribeiro
O coordenador do Biomas Cerrado e pesquisador da Embrapa Cerrados, Felipe Ribeiro

O coordenador do Biomas Cerrado e pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Felipe Ribeiro, explica que o projeto busca alternativas para recuperar passivos ambientais.

“Nós temos essa grande preocupação porque o produtor rural precisa adequar a propriedade e estar regularizado junto à Legislação Ambiental. Isso pode ocorrer por meio da introdução de espécies que contribuam para a produtividade da área, qualidade do solo e atração de insetos polinizadores”, observou.

Em uma das áreas experimentais, foi demonstrado o consórcio de eucalipto, considerada planta exótica, e as espécies nativas do Cerrado: Baru, Pequi, Jatobá, Ipê Roxo, Tamboril, Chichá e Jenipapo.


Área experimentação consorcia eucalipto e plantas nativas do Cerrado
Área experimentação consorcia eucalipto e plantas nativas do Cerrado

Há sete anos, quando o plantio foi realizado, o solo estava exposto. Ao longo desse período, os pesquisadores verificaram que a espécie exótica se desenvolveu bem sem comprometer o crescimento das espécies nativas.


O superintendente de Licenciamento Ambiental do Ibram, Alisson Neves
O superintendente de Licenciamento Ambiental do Ibram, Alisson Neves

O superintendente de Licenciamento Ambiental do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Alisson Neves, participou do evento. “Buscamos a sustentabilidade para que o imóvel rural mantenha a qualidade ambiental sem perder a visão econômica, tendo em vista que o produtor rural é o responsável por colocar o alimento na mesa de todos os brasileiros”, destaca.


Nessa área a recomposição da vegetação foi realizada por meio de semeadura direta
Nessa área a recomposição da vegetação foi realizada por meio de semeadura direta

Em outra estação experimental, foi observado o crescimento natural de árvores do Cerrado. Os pesquisadores avaliam que, após seis anos da semeadura direta, a regeneração natural da área foi positiva e ainda possibilitou a interação da fauna e da flora.


Os proprietários da Fazenda Entre Rios, José Brilhante Neto e Adriano Varela Galvão
Os proprietários da Fazenda Entre Rios, José Brilhante Neto e Adriano Varela Galvão

Para os proprietários da Fazenda Entre Rios, José Brilhante Neto e Adriano Varela Galvão, o Projeto Biomas confirma a viabilidade da introdução da árvore em Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal para a implantação de sistemas integrados de produção que vão gerar mais rentabilidade, inclusive para a atividade pecuária.

Difusão de tecnologias – O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), que atuou na capacitação de multiplicadores do Projeto Biomas, vai utilizar os resultados das pesquisas em outros projetos.

Uma deles é o Projeto Paisagens Rurais, um acordo de cooperação entre Senar, Embrapa, Ministério da Agricultura e Banco Mundial para o compartilhamento de tecnologias de baixa emissão de carbono por meio da metodologia de Assistência Técnica e Gerencial do Senar.

Sobre o Projeto - O Projeto Biomas, iniciado em 2010, é fruto de uma parceria entre CNA e Embrapa, com a participação de mais de quatrocentos pesquisadores e professores de diferentes instituições, em um prazo de nove anos. Os estudos estão sendo desenvolvidos nos seis biomas brasileiros para viabilizar soluções com árvores para a proteção, recuperação e o uso sustentável de propriedades rurais nos diferentes biomas.

O Projeto Biomas tem o apoio do BNDES.

Assessoria de Comunicação CNA
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