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Realização:
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil Embrapa
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Fungos aliados ao desenvolvimento de árvores na Amazônia

Amazônia
Fungos aliados ao desenvolvimento de árvores na Amazônia

O Projeto Biomas na Amazônia segue divulgando mais resultados. Desta vez, trabalhos de conclusão de curso comprovaram a eficácia do uso de fungos no crescimento e sobrevivência de árvores plantadas em áreas degradadas. As pesquisas foram orientadas pela Dra. Andrea Hentz de Mello, professora da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), integrante do Comitê Gestor Regional do projeto na Amazônia e responsável pelo subprojeto de pesquisa AM08 intitulado "Avaliação do desenvolvimento de mudas inoculadas com fungos micorrízicos e estudo da regeneração natural em área de Reserva Legal na Fazenda Cristalina".

 

Entre 28 de fevereiro de e 6 de março de 2018 foram defendidos os seguintes trabalhos:

 

1) "Estudo evolutivo do efeito do vermicomposto e fungos micorrízicos em mudas de andiroba (Carapa guianensis Aubl.) em áreas degradadas da Fazenda Cristalina", por Emilly Raysa dos Anjos Silva, sendo a banca avaliadora composta pela Prof. Dra. Andréa Hentz de Mello, Prof. Dr. Alessio Moreira dos Santos e pelo doutorando Gustavo Ferreira de Oliveira. Acesse AQUI

2) "Desenvolvimento de mudas de jatobá (Hymenaea courbaril L.) inoculadas com fungos micorrízicos em solo degradado da Fazenda Cristalina", por Angela Verônica Dorothee Faval Bastos, sendo a banca avaliadora composta pela Prof. Dra. Andréa Hentz de Mello, Prof. Dr. Alessio Moreira dos Santos e pelo doutorando Gustavo Ferreira de Oliveira. Acesse AQUI

 

3) "Sobrevivência de mudas de sapucaia (Lecythis pisonis Cambess) inoculadas com fungos micorrízicos e vermicomposto em área de reserva legal da Fazenda Cristalina", por Silvia Manuelle Pereira Prestes, sendo a banca avaliadora composta pela Prof. Dra. Andréa Hentz de Mello, Prof. Dr. Ulisses Brigatto Albino e Prof. Dr. Alessio Moreira dos Santos. Acesse AQUI

 

Estes resultados complementam outros trabalhos realizados anteriormente, pertinentes ao mesmo subprojeto e igualmente orientados pela Dra. Andrea, em março de 2015:

 

4) "Avaliação do desenvolvimento de mudas de sapucaia (Lecythis pisonis Cambess) inoculadas com fungos micorrízicos e vermicomposto em área de reserva legal, por Romildo Torres da Gama. Acesse AQUI

 

5) "Avaliação do desenvolvimento de mudas de jatobá (Hymenaea courbaril L.) inoculadas com fungos micorrízicos e escória em solo degradado da Fazenda Cristalina", por Clarissa Tereza Leite Feitosa. Acesse AQUI

 

6) "Efeito do vermicomposto em mudas de andiroba (Carapa guianensis Aubl) em associação com fungos micorrízicos arbusculares", por Micele da Silva Costa. Acesse AQUI

 

Os resultados, disponíveis na íntegra na Biomateca ao clicar no título dos trabalhos acima, evidenciam taxas de sobrevivência de 94,8% para sapucaia, 94,5% em andiroba e 84,1% em jatobá. "Os tratamentos de inoculação com fungos micorrízicos arbusculares e vermicomposto favoreceram o desenvolvimento das espécies em altura, diâmetro do coleto e número de folhas, e foram indicados para a produção e desenvolvimento de mudas nativas em solos de áreas degradadas com baixa fertilidade, como os solos da área experimental da Fazenda Cristalina, caracterizando-se como uma alternativa de produção sustentável", afirma Andrea, responsável pela pesquisa e orientadora dos trabalhos.

 

Sobre o Projeto Biomas

 

O Projeto Biomas, iniciado em 2010, é fruto de uma parceria entre a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), com a participação de mais de quatrocentos pesquisadores e professores de diferentes instituições, em um prazo de nove anos. Os estudos estão sendo desenvolvidos nos seis biomas brasileiros para viabilizar soluções com árvores para a proteção, recuperação e o uso sustentável de propriedades rurais nos diferentes biomas.

 

O Projeto Biomas tem o apoio do SENAR, SEBRAE, John Deere e do BNDES. Na Amazônia, o Projeto Biomas é conduzido na área experimental da Fazenda Cristalina, em São Domingos do Araguaia, PA, e na área de referência da Fazenda Taboquinha, em Marabá, PA. No Bioma Amazônia, o projeto é coordenado pelo Dr. Alexandre Mehl Lunz, da Embrapa Amazônia Oriental, com apoio da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e diversas outras instituições de ensino e pesquisa.

 

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